Resultados da pesquisa nacional de carreiras

Apresentação

Sejam bem-vindos à pesquisa nacional do mercado de tecnologia!
Aqui, nossa missão é informá-los sobre as principais tendências da área tech brasileira e orientar seu posicionamento ou de sua empresa de maneira inteligente nesse ramo promissor. Esta é a primeira edição dessa pesquisa, que contou com mais de 4 mil respostas distribuídas por todo o Brasil, abrangendo desde estudantes universitários até gestores de empresas da área.

Se desejar, também temos os resultados disponíveis em um PDF

 

Introdução

A apresentação dos resultados está dividida em 4 principais tópicos de interesse, tanto dos profissionais do ramo, para se atualizarem sobre as novidades do mercado, quanto das empresas da área de tecnologia, que desejem conhecer melhor os profissionais do ramo e entender o que eles esperam. São os tópicos:

1. Aprendizado.
2. Mercado.
3. Recursos Humanos.
4. Setor Técnico.

 

Perfil dos Respondentes

A diversidade demográfica dos respondentes aponta o caráter nacional da pesquisa. Destacam-se os estados com maior número de empresas e universidades da área de tecnologia. Quanto à idade, a maior parte dos que responderam estão na faixa de 22 a 30 anos.

 

 

Distribuição demográfica

Em relação à escolaridade, os respondentes são, em sua maioria, representados por universitários e graduados.

Profissionalmente, há uma maioria de empregados e uma baixa taxa de pessoas sem emprego. Há, ainda, um número considerável de gestores e estudantes.

Dos 647 estudantes que responderam a pesquisa, a maior parte (59%) está estudando há 2 anos ou menos. Já a minoria (7%) está há mais de 5 anos como aluno e ainda não se encontra inserido no mercado de trabalho.

 

59% Dos estudantes estudam há menos de 2 anos

 

Dos 2340 profissionais no mercado de trabalho que responderam a pesquisa, a maior parte (52%) está no mercado há 5 anos ou menos. Já a minoria (2%) está há mais de 20 anos no mercado de trabalho, com ampla experiência profissional.

 

 

52% Dos respondentes estão de 0 a 5 anos no mercado

 

 

Aprendizado

O setor de tecnologia tem uma grande dinamicidade quanto aos principais assuntos de interesse da comunidade.

No estudo, notamos que a maior parte dos respondentes gostaria de aprender ou se aprofundar em assuntos destacados como tendências no mercado atual, principalmente no campo técnico, como Inteligência Artificial (49,7%), Análise de dados (45,6%) e Desenvolvimento Mobile (36,0%).

Já os conhecimentos complementares de mercado, como Business Inteligence(38,7%), Marketing (17,9%) e Técnicas de gerenciamento (28,1%) encontram-se bem distribuídos estatisticamente quanto à preferência dos respondentes, como mostram as porcentagens acima, revelando um moderado desejo dos profissionais em aprender sobre novas áreas.

 

Assuntos que você gostaria de se aprofundar

Estudo

No estudo, concluímos que os principais meios de aprendizado utilizados pelos profissionais de tecnologia estão no âmbito digital, como Plataformas de cursos online (83,1%) e Blogs sobre tecnologia (71,4%), demonstrando que a tendência da aprendizagem é se tornar mais moderna.

Meios utilizados para aprendizado

Em relação ao motivo da utilização desses meios, os usuários estão mais interessados na flexibilidade (84,6%) e na facilidade de acesso (90,8%) ao aprendizado do que na credibilidade do meio utilizado (20,6%).

Porque escolheram esse meio

Analisando as horas investidas por estudantes e profissionais no seu aperfeiçoamento, vimos que os estudantes tendem a utilizar mais tempo com esse propósito (31,6%gasta mais de 20 horas semanais) enquanto o outro grupo não costuma investir tanto tempo (43,9% gasta entre 0 e 5horas).

Horas semanais para aperfeiçoamento profissional – Estudante

 

Horas semanais para aperfeiçoamento profissional – Não-Estudante

Com base no estudo realizado, foi possível notar que há, para valores não muito elevados, uma homogeneidade entre as faixas de investimento analisadas. Isso mostra que boa parte dos estudantes e trabalhadores investe em cursos de tecnologia de forma bastante abrangente, desde os mais simples até os mais sofisticados.

Investimento em aperfeiçoamento profissional anual – Estudante

Investimento em aperfeiçoamento profissional anual – Profissionais no Mercado

Mercado

No tópico de mercado, serão apresentadas e discutidas as informações relativas à situação atual das empresas de tecnologia no Brasil.

Aqui, serão analisados dados como área de atuação da empresa no mercado e as tendências de programação no país.

Além disso, também será discutida a remuneração média dos respondentes empregados e a remuneração oferecida no primeiro emprego.

Áreas de atuação dos profissionais

Nessa parte do estudo, analisamos a área de atuação dos respondentes empregados do setor tech.

Um dado importante é que 41,3% dos profissionais atuam como Full-Stack. Os desenvolvedores que atuam nesse setor possuem uma maior gama de conhecimento e têm flexibilidade no trabalho. Por isso, como mostram os dados, esse segmento tem participação relevante no mercado.

41%
Dos profissionais
atuam como FullStack
na área de
tecnologia

 

Áreas de interesse dos estudantes

O gráfico ao lado mostra que a maior porcentagem dos estudantes ainda não tem certeza de qual área irão atuar (28,3%).
Apesar disso, nota-se que as três maiores porcentagens seguintes se alinham às áreas de atuação mais comuns do mercado, mostrando coerência entre a vida profissional e os anseios pessoais dos estudantes.

28%
Dos estudantes de
tecnologia ainda
não definiram sua
área de atuação

 

Salário atual dos profissionais

A partir da análise dos gráficos de salários dos profissionais, foi visto que uma porcentagem considerável dos empregados na área de tecnologia possuem salários relativamente baixos (0 a 3 salários mínimos) considerando profissões com nível superior.

 

Apesar disso, 67% possuem um
salário acima da média do
mercado (mais de 3 salários
mínimos).

 

O desenvolvimento de software é a indústria onde atuam mais profissionais da área de tecnologia. Já entre as demais áreas, nota-se um relativo equilíbrio, mostrando uma heterogeneidade do mercado. Além disso, pode-se notar que a maior demanda das empresas se concentra na área de programação (82%), com aplicações amplas e generalizadas, ao passo que outras como UX e UI, Design Gráfico, Marketing Digital e gerenciamento possuem demanda relativamente baixa.

 

Em qual indústria trabalham os profissionais?

Área de tecnologia mais demandada na empresa

 

Nos gráficos abaixo, foram analisados três cenários salariais (em salários mínimos) do mercado tech: o primeiro deles mostra a expectativa de remuneração dos estudantes desse ramo (59,2% esperam de 0 a 3); o segundo gráfico expõe o salário médio dos profissionais quando estavam em seu primeiro emprego (76,3% recebiam de 0 a 3)* e, por fim, o terceiro mostra o valor que os gestores declaram pagar para recém contratados em um primeiro emprego (valores entre 1 e 5 correspondem a 76,2% das respostas). Esses resultados mostram coerência entre o esperado pelos estudantes e o valor oferecido pelas empresas. Além disso, pelos dados do segundo gráfico, conclui-se que a remuneração no ramo da tecnologia sofreu um aumento, já que os antigos recém empregados recebiam menos que os atuais, de acordo com o relato de profissionais com maior experiência.

Expectativa de remuneração primeiro emprego (em salários mínimos)

Salário dos profissionais no primeiro emprego (em salários mínimos)

Salário de primeiro emprego oferecido pelos gestores (em salários mínimos)

*Para determinar os salários de primeiro emprego dos profissionais, foram analisados os valores declarados por eles em suas respostas e, de acordo com o ano em que estavam nesse emprego (dados de outra pergunta), foi utilizado o salário mínimo correspondente a esse ano na análise.

Recursos Humanos

Nessa parte do relatório, será feita análise das respostas relacionadas às competências e preferências em relação ao primeiro emprego e ambiente de trabalho sob três diferentes óticas: a do estudante, que está em busca de seu primeiro emprego; a dos profissionais, mais apurada sobre processos seletivos e demandas do mercado; e a dos gestores, que têm experiência e são responsáveis pelo recrutamento e gerenciamento de atividades em suas empresas.

A partir dos dados, é possível notar que a não ser pelos ambientes de trabalho com horários fixos e regrados, que representam 16% das empresas nas quais atuam os respondentes e corresponde a somente 1% das expectativas dos mesmos, a realidade das empresas que atuam no mercado se alinha, de certa forma, às expectativas dos profissionais brasileiros que atuam na área.

O que os profissionais esperam do ambiente de trabalho?

Como é o ambiente de trabalho nas empresas?

Quanto aos anseios dos futuros profissionais em relação aos locais e práticas de trabalho, concluiu-se que há maior preferência por flexibilidade e autonomia, já que pontos como confiabilidade dos gerentes e possibilidade de estudo durante o trabalho são mais valorizados em relação a, por exemplo, hierarquia.

4,21 Nota média dos
estudantes que
procuram fazer cursos
no 1º emprego

O que o estudante procura no primeiro emprego?

 

Um ponto interessante que se pode concluir pelos anseios dos profissionais em relação às práticas no trabalho é que a rejeição da hierarquia aumenta
dentre os estudantes. Outra conclusão é que pessoas já empregadas na área tendem a buscar, prioritariamente, salários mais altos.

4,66 Dos profissionais
procuram um
menor salário no
próximo salário

O que os profissionais procuram no próximo emprego?

Uma conclusão interessante é que há certa rejeição dos respondentes a grandes cargas de trabalho, já que apenas 4% procura remuneração alta associada a essa prática. Para o cargo de principal motivação, verificou-se um empate em 31% entre trabalhar com algo que se gosta e equilibrar trabalho e qualidade de vida.

Motivação do estudante para conseguir primeiro emprego

Em relação aos estudantes, os profissionais tem maior preocupação com crescimento pessoal e intelectual (38%). Por outro lado, mantém-se a tendência de buscar equilíbrio entre trabalho e qualidade de vida (44%).

Principal motivação dos profissionais para trabalhar

A comparação realizada entre competências importantes para conseguir o primeiro emprego mostra que, enquanto estudantes, em sua maioria, apostam em vontade de adquirir conhecimento em detrimento de habilidades previamente desenvolvidas, pessoas já inseridas no mercado acreditam que mais vale, de modo geral, uma boa preparação para o processo seletivo e no desenvolvimento de habilidades que auxiliem nele.

Competências importantes – Visão Estudantes

Competências importantes – Visão Profissionais

Principal desafio em encontrar/gerenciar candidatos

O estudo realizado aponta que a maior parte dos gestores tem como maior dificuldade gerir ou contratar
pessoas cujos conhecimentos técnicos estão aquém do necessário para executar o trabalho proposto. Além disso, outro desafio bastante presente consiste na falta de proatividade e motivação de seus subordinados.

 

47% Dos profissionais veem a falta de conhecimento como principal desafio

Auto avaliação participativa de profissionais

Apesar dos gestores indicarem que um dos principais problemas de seus funcionários é falta de engajamento, a maioria dos
contratados (67%) auto avaliaram-se como proativos, realizando atividades extras a fim de ajudar a empresa.

 

67% Dos profissionais
contribuem além
de sua área

 

Competências técnicas buscadas por gestores

 

A partir das respostas de mais de 180 gestores de empresas no ramo da tecnologia, concluímos, nesse estudo, que ser eclético quanto aos conhecimentos técnicos é o fator mais decisivo na contratação de novos empregados (35,8%), superando a preferência por conhecimentos muito específicos (11,7%) dos candidatos.

36% Dos gestores preferem
candidatos ecléticos
quanto ao conhecimento

 

Competências pessoais buscadas por gestores

A partir do estudo realizado, foi possível concluir que, quanto ao perfil do candidato, virtudes como disciplina e responsabilidade (19,3%), facilidade para trabalhar em grupo (18,7%) e atitude e capacidade de decidir (16,8%) possuem apreço maior por parte do gestores do que habilidades de cunho técnico ou intelectual, como amplo conhecimento teórico (7,7%) e capacidade de raciocínio rápido (11,7%).

19,3% Dos gestores preferem
candidatos com disciplina
e responsabilidade

 

Nessa análise, buscamos entender as perspectivas dos respondentes com relação a seu futuro profissional no prazo de 5 anos. Temos a visão de um estudante da área de tecnologia, que mostra a preferência dessa classe por trabalhar numa multinacional e um menor desejo por seguir na vida acadêmica. O fatores que podem influenciar nessa escolha estão relacionados ao reconhecimento e ao plano de carreira, que são muito diferentes entre cada escolha.

4,02
Nota média dos
estudantes que
pretendem estar
numa multinacional

 

Temos agora a perspectiva dos profissionais da área de tecnologia em relação ao futuro profissional no
prazo de 5 anos, Notamos a preferência dessa classe por crescer na empresa a que já pertence e um menor desejo, também, por seguir na vida acadêmica. Essa escolha deve estar relacionada ao tempo de emprego e ao desejo de estabilidade dos profissionais, principalmente associado a cargos de maior importância.

4,13
Nota média dos
empregados que querem
crescer e adquirir cargos
de importância

 

Analisando a visão dos gestores da área de tecnologia a respeito de seu futuro profissional nos próximos 5 anos, percebemos a preferência dessa classe por avançar ainda mais dentro da empresa e alcançar cargos mais importantes e um menor desejo por seguir na vida acadêmica ou empreender, que parece fugir do intuito desses profissionais. Na verdade, esta tendência se alinha à dos profissionais da área de tecnologia que analisamos anteriormente.

3,78
Nota média dos
gestores que pretendem
crescer e adquirir
cargos de importância

 

Setor Técnico

Nesta seção, foram analisados dados estatísticos que remetem às tendências técnicas do mercado atual e também aos objetivos de aperfeiçoamento profissional dos estudantes e dos já inseridos na área de tecnologia.

Para isso, foi feita uma análise de quais ferramentas, isto é, quais são as linguagens, frameworks, bases de dados e metodologias de gerenciamento que estão em alta no mercado e quais delas constituem os objetivos de aprendizado dos respondentes.

Tempo que programa – Estudantes

Apesar de uma pequena parcela dos estudantes possuir bastante experiência na área de programação, a grande maioria dos entrevistados (87%) programa há menos de 5 anos. Isso mostra que os estudantes, de modo geral, começam a programar assim que iniciam o curso de graduação ou pouco antes de ingressar nele.

38% Dos estudantes
programam há
menos de 1 ano

 

Analisando as principais linguagens utilizadas na universidades e os principais interesses de aprendizado, vemos que,
à exceção da linguagem C, há um certo alinhamento entre o estudo por universitários e a demanda por
aprendizado. Linguagens como Javascript (13%), Python (12%) e Java (9%) são os de maior demanda pelo mercado.

 

Linguagem mais utilizada por universitários

Linguagens de maior interesse

 

Ao analisar os resultados abaixo, percebemos grande predominância de bancos de dados que utilizam SQL, pois 54% dos respondentes usam predominantemente MySQL, SQLServer e PostgreSQL.

Bases de dados mais utilizada em faculdades e universidades

Outro ponto que é possível notar comparando os gráficos é que há uma alta demanda por aprendizado, liderada por SQL, porém com uma presença expressiva de alguns BDs mais recentes, como Mongo DB (15,9%) e Oracle (12,9%).

Base de dados de maior interesse

 

Ao analisar os gráficos abaixo, podemos perceber a carência do ensino de frameworks no estudo dos universitários,
pois 52% dos estudantes afirmam não utilizar tais ferramentas. A demanda por aprendizado é alta, principalmente para
Node.js (18%), Angular (16%) e React (16%).

 

Framework mais utilizada em faculdades e universidades

Qual Framework você quer aprender?

 

Podemos perceber que há uma hegemonia tanto nas metodologias utilizadas, quanto nas que os gestores gostariam de aprender ou se aprofundar, constituindo, juntas, mais da metade das preferências nos dois casos, com predominância de Scrum e Agile. No entanto, pode-se notar ainda um relativo interesse dos gestores por aprender novas metodologias que, atualmente, são pouco utilizadas no mercado, já que, juntas, PMBOK, Modelo Canvas e Caminho Crítico constituem 21% dos interesses de pesquisa e estudo dos gestores.

 

Metodologia ágil utilizada por gestores

Metodologia ágil que gestores gostariam
de se aprofundar

 

 

Realização